sábado, 20 de novembro de 2010

SAUDADE É O AMOR QUE FICA...

Não raras vezes, no decorrer da nossa vida deparamos com perdas irreparáveis. Parece até que um pedaço da vida vai junto... Nossos corações são cravados pela lança da dor e nosso limite parece que foi ultrapassado...

23.11.01, há nove anos, eu perdia meu amigo de fé, meu irmão camarada... meu norte e algumas aspirações.

Uma imensa cratera se abriu. Meus sonhos foram despedaçados, sentimentos dilacerados...

Quando àquele coração parou de bater, cessou com ele a segurança e a união. Certo ar de nebulosidade pairou no céu da minha família. Perdemos parte do bom senso... Deixamos de lado sentimentos nobilíssimos indispensáveis ao cultivo do amor...

Perdi meu encorajador, quem me incentivava em todas as lutas, pequenas ou grandes, com ou sem vitórias, pois, o sucesso era por ele considerado como um mero detalhe.

Lembrava agora do sorriso sempre aberto, eivado de bondade nua e crua, de fraternidade, das brincadeiras, das histórias da vida, das longas conversas. Grandes lições nunca esquecidas...

“A bondade é como uma flor. Fica bem em qualquer lugar”. Essa era a conduta do meu pai. Homem simples, sem muita cultura, porém, piedoso, amável, tratava as diferenças com atenção, carinho e exemplar paciência. Receptivo, ordeiro, probo, referência de trabalho e administração aos parcos recursos que amealhou no decorrer da vida. Probo. Exemplo de bom caráter.

“[...] se eu souber que a morte está querendo me pegar, vou brigar com ela”, brincava ele às vezes. Mal sabia que ela estava rondando seu coração.

Quando as pessoas vivem não é possível mensurar a quantidade de amigos que ela tem. Só se sabe quando esses amigos reúnem para reclamar da perda. Eu não sabia que meu pai tinha tantos amigos... Perdeu quem ficou. Perde-se sempre com o grande mistério da vida, “a morte”.

O que nos dá sentido à vida, força às lutas e coragem para enfrentar nossa missão, são as pessoas que amamos. Elas nos ajudam a construir quem nós somos hoje, o que nos tornaremos amanhã e o que ensinaremos aos nossos filhos.

Em fragmentos, parafraseando e, com algumas inserções próprias, faço minhas as palavras de uma música que ele muito gostava. Nela, Fábio Júnior expressa meu sentimento eterno:

[...] Pode crer, eu tô bem, eu vou indo. Tô tentando, vivendo e pedindo com loucura prá você renascer todos os dias em minha vida...
Eu não faço questão de ser tudo. Só que não quero e não vou ficar mudo prá falar de amor e de você... Obrigado por me ensinar o jogo da vida, onde a vida só paga prá ver...
[...] Pai! Eu não sou mais aquela criança, que por muitas vezes, morrendo de medo, nos teus braços você fez segredo e nos teus passos, nas suas longas e cansativas viagens, noites e noites sem dormir, você foi mais eu...
Pai! Eu cresci e não houve outro jeito, mas, daria tudo pra recostar no teu peito. Daria minha vida pra tê-lo em minha casa e vê-lo brincar de vovô com minha filha...

Meu pai é meu herói, meu bandido, mais que um amigo que continua  fazendo parte do meu caminho...

Saudade, é o amor que fica eternizado!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

MADIVA... MADIVA... ESQUEÇA!!!

A pior situação do homem é quando ele pensa que é o melhor que os demais. Pior ainda, quando esse mesmo homem pensa que eu também penso que ele é tão bom assim. Não menos ridículo é quando esse homem chega ao absurdo de fazer àquela perguntinha desprezível: “você sabe com quem está falando?”.

"Conta-se que a Ana Paula - nome fictício -, Gerente da maior empresa aérea do país, logo após o maior desastre aéreo já visto no Brasil, tentava, sem grande sucesso, atender o grande número de passageiros, todos ansiosos, com seus vôos atrasados, outros ávidos por informações sobre “a possibilidade de um parente naquele fatídico vôo”, quando um senhor de aproximadamente 1.90m, vestindo seu terno bem cortado, carrancudo, olhos fumegantes, certamente usando uma fragrância importada, apontou no final da turba... caminhando rapidamente em direção à ela. 

As pessoas ali aglomeradas, se acotovelando e aquele homem, de nariz empinado, imaginando ser “o cara”, dizia: “dá licença, dá licença... empurrando as pessoas com seus longos braços, chegando a ser rude com os que ali estavam”, foi se aproximando daquela gerente... ela continuava tentando atender a todos da melhor forma, até que aquele senhor parou na sua frente, e de forma deseducada, deu um tapa no balcão e perguntou, quase gritando: “você sabe com quem está falando?”. O silêncio tomou conta do recinto, e aquela Gerente, como que num passe de mágica, em voz mais alta ainda, sabiamente perguntou: “gente, escute, por favor, alguém sabe quem é esse senhor? Ele está perdido. Deve ter sofrido uma amnésia, pois, não está sabendo quem ele é...”.

Às vezes somos como àquele homem. Pensamos que somos melhores porque usamos as melhores roupas, temos os melhores carros, os melhores empregos, a melhor profissão e, literalmente, saímos por aí de forma ridícula e hipócrita com a mesma pergunta.

Conheço homens que “entram dentro de um terno e se transformam”. Imaginam ser “deus”. Outros são tão presunçosos que “tem a certeza que é ‘deus’”. Outros, de forma hilariante, imaginam que “vestidos dessa forma vão se parecer inteligentes, cultos”... Coitados. Hipocrisia pura. Falta de personalidade própria. Insegurança escancarada.

Todos erram. Uns menos, outros mais, mas, sem exceção, todos erram. O pior é quando “escondemos nossos erros” e “apontamos o dos outros”.


Nelson Rolihlahla Mandela, símbolo da resistência pelo vigor com que enfrentou os governos racistas em seu país e o apartheid, sem perder a força, a esperança e a crença nos seus ideais, sofreu por 28 anos em que esteve preso, acusado de sabotagem e luta armada, ao lado do seu amigo Desmond Tutu.

Quando libertado, Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, conquistando respeito internacional por sua luta em prol do seu povo, já em Palácio, um dos seus seguranças o perguntou “o que fariam com aqueles “branquelos” que estão gritando lá fora”, Mandela respondeu: “Madiva, Madiva...”, que significa “perdão” na sua língua.

Nelson Mandela simplesmente demonstrou aos brancos que “se os tratasse como ele e seu povo foi tratado, seu povo seria pior que eles...”, portanto, deu ordens para perdoá-los...

Ele esqueceu... esqueceu as barbaridades sofridas durante 28 longos anos segregado na prisão... esqueceu os milhares de negros africanos que tiveram suas vidas ceifadas pela ignorância, pelo racismo e pela pequenez de “um ser humano imaginar ser melhor que o outro”.

Isso é um grande exemplo. Talvez, o maior exemplo de perdão, depois que Cristo esteve nessa terra.

O melhor, o mais nobre não é o perdão, mas o esquecimento...

Perdoar, às vezes não é tão difícil. A gente fica remoendo por dentro, esquece, mas, quando lembramos do fato, da pessoa que nos magoou, tudo aflora novamente.

Esquecer... é o mais difícil, mas, é o melhor para quem foi atingido por alguém. Por quem foi pisado por alguém. Por quem sofre carregando mágoas por ter sido usado por alguém... Esse é o melhor remédio.

“Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas”. Mc. 11:25


Perdoe... Esqueça!!!



Madiva... Madiva... E, viva melhor!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO SEM AGRESSÃO, MAS, COM "PALMADINHAS".


Até onde chegamos... só pode ser o fundo do poço...

O Governo se acha capaz até opinar na forma de educação dos nossos filhos. Um Deputado se acha competente para estabelecer direito da criança e do adolescente de serem educados sem palmadas e beliscões.

Alguns professores de psicoterapia infantil são favoráveis à proibição, alegando que “a palmada é falta de argumento por parte dos pais”. Ao mesmo tempo se contradizem alegando que “a criança, até certa idade não entende o diálogo que os pais tentam iniciar com elas”.

A Lei da Palmada encontra resistência em alguns profissionais de bom senso, inteligentes e equilibrados. “Tem momentos em que o tapinha é mesmo uma questão de ‘Olha, acorda’”, acredita Sônia Motinho da Silva, Psicóloga de Tribunais.

É comum bebês desafiarem os pais. Eles testam os pais de todas as formas. Fazem e acontecem esperando uma reação dos pais.

Os limites do homem são traçados na infância, isso é fato. E é bem melhor que os pais, mesmo com coração apertado, eduquem os filhos com rigor, mantendo o respeito, determinando os limites do certo e do errado, do que na adolescência e na juventude esses mesmos pais derramarem lágrimas de arrependimento e de desgosto pela falta que uma “palmadinha” fez.

Da mesma forma que a falta de uma “palmadinha” faz na educação de certas crianças, os excessos na educação, pais que espancam seus filhos, também são desajustados, desequilibrados, mal educados.

Uma palmadinha hoje põe fim a uma possível rebeldia amanhã.

Hoje, filhos já não respeitam seus pais. Há pouco chamávamos nossos pais de “senhor e senhora”. Hoje é você. Antes, levantar a voz era falta de respeito. Hoje é liberdade, é ser moderno e não ser careta.

Hoje estamos na era do tudo pode fazer. Tudo pode ser falado. Crianças interrompem conversas de adultos como se adultos fossem. Dão opiniões. Falam gírias e palavrões nunca imaginados. É o fim do respeito...

Mas, tudo isso acontece porque “um filho não será nunca o que a gente quiser, imaginar, programar, mas, com certeza será o que nós somos dentro de nossos lares”. Serão bons alunos se em casa obedecerem aos pais; serão bons amigos se os pais demonstrarem amizade com eles; confiarão nas pessoas, se sentirem confiança em si próprio; falarão palavras doces se ouvirem doçura, ternura e amor nos pais, enfim, “filhos são o que somos”; saberão amar se aprenderem com amor.

É dever dos pais proteger os filhos com equilíbrio, não só do mundo exterior, dos perigos do mundo lá fora. Devemos impor limites aos nossos filhos determinando e mostrando o liame do certo, do errado, e das conseqüências de viver em erro.

E, nem sempre só com palavras os pais são ouvidos, entendidos...

Quero continuar sendo careta. Quero continuar sendo chamado de quadrado, de retrógrado, mas, quero sorrir ao fazer um retrospecto da educação da minha filha.

“A minha filha eu e minha mulher saberemos educar. Não necessitamos de leis. Criança não vem ao mundo com Manual de Instruções”. 

Esses mesmos Deputados deveriam se preocupar mais em legislar e exigir mais saúde, educação, mais escolas, menos crianças nas ruas, etc...etc...etc.

Tenho certeza que “os corruptos de hoje foram mimadinhos ontem”.

Ahhh se esses Deputados dessem uma paradinha e, com atenção olhassem o que acontece dentro de suas próprias casas...

sábado, 5 de junho de 2010

CURTIÇÃO...SONHOS. NA VERDADE, DELÍRIOS.


Porventura, está você, como irmão, namorado, pai, mãe ou amigo, sofrendo por alguém que se encaminha rumo à destruição das drogas? Está você perdendo noites de sono esperando seu filho (a) retornar da balada, tendo a certeza que entrará por àquela porta tomado pela droga ou pela bebida? Existe na sua casa um “adolescente” que se diz “lutar pela liberdade”?


Quem você acha que está por detrás dessa “liberdade”, dessas sensações alucinantes das drogas? Quem está por trás das idéias de liberdade, que na verdade não passam de libertinagens, que levam a juventude de hoje a viver sem princípios éticos e nem morais?

Para essa juventude, tudo é permitido. Bem, é o que pelo menos dizem. Mas, com certeza estão se acabando, destruindo seu próprio futuro.
Curta a vida... viva os sonhos... sonhe, mas, convide Deus para curtir com você... Ele estará sempre em seus sonhos... e depois, o que rolar será sempre o resultado da vontade de Deus.

Não é difícil deparar com adolescentes e jovens que “lutam pela liberdade” sem limites, sem reservas. Jovens que deixam o convívio dos pais optando por abandonar a certeza do respeito, do amor, da convivência fraternal, para buscar viver uma vida dissoluta.

“Conheci uma jovem, quase adolescente ainda, que deixara seus pais, fugiu com seu namorado, para viver uma vida de liberdade. Linda, demonstrando traços e modos de quem foi bem educada, mas, roupas desleixadas. Esqueceu-se de si. Cabelos lindos, mas, mal cuidados. Unhas por fazer. Dentes alvos, um sorriso lindo.

Parada... com o olhar no infinito... parecia estar delirando... Seu namorado dormia deitado, tomando quatro poltronas.

Sentei-me na poltrona ao lado, sonolento, aguardando a chamada do meu vôo... Ela se voltou para mim e começamos a conversar. Chama-se Ana. Voz rouca, um português invejável, palavras bem colocadas... falávamos dos perigos da aviação... por um segundo lembrei-me da minha filha, da sua forma de falar... parece com de Ana.

Eu disse a ela: “Você deve ter sido muito bem educada. Deve ser o sonho e a realização dos seus pais.” Ela me respondeu: “ah, fui bem educada sim, mas, cansei. Não estou preocupada com a realização dos sonhos dos meus pais. Estou preocupada somente comigo, com os meus sonhos... eles são caretas.”

Fiz que não entendi e perguntei para onde estavam indo. Ela me respondeu: “vamos curtir até a grana acabar. Depois, o que rolar, rolou...” Com certeza, era um jovem casal viciado em drogas, de família de classe média alta...

Logo embarquei... Ana tirou meu sono. Fiquei pensando em Ana me dizendo aquelas coisas.

Que tipo de sonhos são esses que trazem desconforto nos lares? Que sensação de liberdade é essa que encoraja jovens bem criados, bem educados, a saírem pelo mundo, perambulando pelas noites, madrugadas, sem destino... em busca de “curtições” vazias, sem qualquer resultado palpável? Que tipo de prazer é esse que quando tudo acaba, faz com que a pessoa se sinta um lixo? Que sonhos são esses que trazem o vazio, a loucura, o desespero, a repulsa, depois que o efeito da droga passa?

Na verdade, esse comportamento deixa um rastro de destruição nos lares. Casais infelizes. Lares despedaçados. Filhos desobedientes, desafiantes. Pais ditadores. Sonhos e ideais desfeitos. Vidas despedaçadas...

Toda essa desgraça tem um só autor, um só culpado: “o dragão, a serpente, o diabo, satanás”, como queira. O mesmo que desde a fundação do mundo, ainda no Éden, enganou e ludibriou Eva. O mesmo que trouxe o medo e a insegurança a este mundo. O mesmo que com avidez persegue os filhos de Deus. O mesmo que tentou fazer com que Jesus transformasse pedras em pães.

É o mesmo que faz com que os limites sejam desconhecidos e vivamos “curtindo ondas”... “momentos”... É o mesmo que faz com que tenhamos vergonha de reconhecer que somos totalmente dependentes do Criador.

É a víbora que continuará tentando os nossos filhos, levando-os às drogas, aos prazeres momentâneos, à perambularem pelas madrugadas procurando o tudo, encontrando o nada...

É o culpado pela instituição do medo no mundo.

O medo é tão antigo quanto o pecado. Adão e Eva se esconderam de Deus porque tiveram medo. E nós, continuamos tentando esconder nossas falhas, pelo medo da Face de Deus.

O medo tem um mau conceito nas Escrituras, porque Deus tem para Seus Filhos algo muito melhor que o temor. O amor de Jesus expulsa o temor e faz a diferença.

Para os filhos de Deus, há apenas uma coisa a temer, apenas um temor legítimo. Devemos ter medo de confiar em nossa própria força. Devemos ter medo de largar a mão de Cristo, ou tentar caminhar a senda desta vida sozinhos...

Devemos perder o medo e a vergonha de demonstrar nossos passos estão sendo guiados por Deus...

sábado, 22 de maio de 2010

O GUARDIÃO

Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:

- Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse, apenas:

- Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer?
Qual o enigma? Qual o problema?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e... ZAPT! ... destruiu tudo, com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou ao seu lugar, o Mestre disse:
- Você é o novo Guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo... se for um problema, precisa ser eliminado.

Um problema é sempre um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um filho maravilhoso, ou até mesmo um grande amor que se acabou...

Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido. Muitas pessoas carregam pela vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço ocioso ou que pesam mais que a carga possível de ser carregada.

Os orientais dizem que para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário, primeiro, jogar o chá para, então, beber o vinho. Ou seja, às vezes, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho.

Se o seu problema for um pensamento pesado, ou qualquer outro motivo maior que está te levando a percorrer caminhos obscuros e que estão ocupando, preocupando e corroendo sua mente; ou talvez, um problema em família que te atordoa; até mesmo, seqüelas do passado que te fazem sofrer; ou ainda, a dificuldade na comunicação entre o casal (o que é comum hoje em dia); ou qualquer outro problema que possa estar sacudindo sua fé e, com certeza, te afasta de Deus, é muito provável que o melhor a se fazer seja "sacar a espada" e eliminar o problema.

Lembre-se: “Nenhum de nós somos super-heróis nem semideuses infalíveis. Não podemos e nem devemos querer aparar todas as arestas das diferenças e possíveis defeitos que nos são apresentados. Portanto, podemos permitir que nada menor que nós tome o nosso espaço. Nada... pelo simples fato de que temos um Deus maior que tudo e, com certeza, está nos estendendo a mão, é só tocá-la...”

"Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo..." (Filip. 3:8).


“Porventura não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança a retidão dos seus caminhos?” (Jó 4:6)

Saque a sua espada!!!
Quando ainda jovem, tinha a imagem de Deus como um Ser sério, vingativo, implacável e justiceiro.

Mas, os estudos das Escrituras Sagradas me revelaram outra realidade: Deus, é um Deus de misericórdia, longanimidade, bondade e perdão. Já cheguei a imaginar como seria ver Deus cara-a-cara. Revelou-me, ainda, um Divindade formada por três Seres (Pai, Filho e Espírito Santo), que regozijam quando estou feliz e entristecem quando minha alma está triste.

Lucas 15 narra que quando Jesus pregava, reunia ao seu redor todos os tipos de pessoas, dentre elas, os fariseus e os escribas que sempre julgavam o que Ele falava, seus atos e milagres. E naquela oportunidade murmuraram: “Este recebe pecadores, e come com eles.”

Inspirado pelo seu Pai, Jesus sempre pregava por parábolas, tendo respondido àqueles homens na forma da “parábola da ovelha perdida e da dracma perdida”:

Essa é uma das parábolas mais conhecidas e lidas, que fala das cem ovelhas, dentre elas, uma se perdeu. Devemos imaginar que para um bom pastor uma ovelha não é um simples animal. Ele não a vê como um simples animal para o seu lucro. Ele a ama. Para o(s) Dirigente(s) da(s) Igreja(s) um membro não é uma pessoa qualquer; Para mim, um amigo não é nem um pouco comum, mas, é “meu amigo”, uma pessoa especialíssima, e para Jesus, você e eu somos tratados como ovelhinhas recém-nascidas que desgarramos do rebanho e estamos na direção dos lobos famintos. Ele se preocupa conosco porque somos seus filhos. Ele nos ama!

“Qual dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Lc. 15:4

Esta parábola é ilustrativa para os nossos dias. As ovelhas nos simbolizam. Homens e mulheres, pecadores, mentirosos, falsos, jactanciosos,rebeldes, invejosos e vis.

É fácil imaginar o que se passa dentro de cada um de nós, quando presenciamos alguém se doando, passando por dificuldades de todas as formas, com objetivo exclusivo de ajudar alguém. Isso não é aceitável aos nossos olhos.

É natural que o Ser Humano passe a tecer julgamentos antecipados, tendenciosos e sem qualquer embasamento. Preferimos entender que àquela pessoa está trilhando aquele caminho porque quis, então, que suporte as conseqüências.

Aquelas 99 ovelhas ficaram sozinhas ali no deserto, enquanto o pastor se foi, provavelmente, como de costume, era uma noite fria, escura, em busca da centésima ovelha. E, quando o pastor retornou, devia estar todo arranhado pelos “espinhos”, machucado, com fome, sede, sono e cansado, mas, sem dúvida, muito contente e feliz por tê-la resgatado.

Devem ter imaginado que a centésima era a queridinha dele. Podem tê-la recebido com indiferença. Com ciúme.Com desdém.

Penso que o ciúme, o desdém, o julgamento, os olhares atravessados das noventa e nove ovelhas que ficaram, esses sentimentos desprezíveis, são os mesmos que sentimos hoje. Temos agido como ovelhas ciumentas. Não temos a mesma alegria pelos homens e mulheres que Jesus, Nosso Salvador, consegue resgatar das garras de satanás.

Preferimos nos acovardar. Nossos corpos ficam estáticos. Nossa mente continua julgando. A língua, felina, continua atacando.

Não é incomum abandonarmos pelos caminhos do mundo, certos “irmãos e irmãs” que “pisaram na bola”, se desgarram do “rebanho” pelos mais diversos motivos, ou, até mesmo, por motivos que nem mesmo elas sabem. Estão perdidos. Sem saber para onde correr.
Preferimos julgar e humilhar os que estão perdidos, sem rumo. Chegamos a esquecê-los. Colocamos-lhes à margem como faziam na antiguidade com os leprosos. Agimos como pobres de espírito, como fariseus.

Ouço sempre alguém dizer que “Igrejas são hospitais, UTI´s, onde todos nós somos doentes necessitados da cura”. É uma verdade.

Mas, também, não raro, e do alto da nossa soberba, mesmo dentro das igrejas, com exacerbada hipocrisia, nos sentimos com poder para “escolher” os que “vão poder se tratar na UTI, com toda assistência; os da enfermaria, e os que vamos “dispensar” logo no atendimento da “emergência”.
E, quando esse alguém que “dispensamos” se perde, se encontra em dificuldades, agimos como falsos cristãos. Cristãos de mentirinha. Preferimos abandoná-los, esquecê-los, literalmente riscando-os da nossa vida, e o pior, desejando que “colham os frutos que plantaram”.

Jesus, Nosso Salvador, não age como nós. Ele fica feliz. Os céus com todos os seus anjos se regozijam com a entrega, com a volta de um filho desgarrado. Ele está sempre de braços abertos para me receber. Está sempre de braços estendidos para que você e eu o alcance.

“Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” Lc. 15:7

Não importa onde nem em que situação você e eu esteja agora. Não importa o “pisão no tomate” que você ou eu tenhamos cometido. Não importa os vícios e os pecados ocultos, por mais graves que sejam, abrace o momento.

Se entregue a Jesus, agora, sem reservas. Chame-o para uma “conversa”. Conte seus pecados segredados. Seus desvios de conduta. Suas falhas, por menores que sejam. Se entregue a Ele.

Só assim, você e eu vamos entender que o sofrimento não dura para sempre. Que, só Ele sabe as situações que você e eu enfrentamos. Ele supre as nossas necessidades, revelando-se para você e para mim, como o único Senhor e Salvador.

“Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” Lc. 15:10

Busque-o agora. Ele é tudo que você e eu precisamos. Ele está nos esperando. Vamos? Corra...!!!