sexta-feira, 20 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO SEM AGRESSÃO, MAS, COM "PALMADINHAS".


Até onde chegamos... só pode ser o fundo do poço...

O Governo se acha capaz até opinar na forma de educação dos nossos filhos. Um Deputado se acha competente para estabelecer direito da criança e do adolescente de serem educados sem palmadas e beliscões.

Alguns professores de psicoterapia infantil são favoráveis à proibição, alegando que “a palmada é falta de argumento por parte dos pais”. Ao mesmo tempo se contradizem alegando que “a criança, até certa idade não entende o diálogo que os pais tentam iniciar com elas”.

A Lei da Palmada encontra resistência em alguns profissionais de bom senso, inteligentes e equilibrados. “Tem momentos em que o tapinha é mesmo uma questão de ‘Olha, acorda’”, acredita Sônia Motinho da Silva, Psicóloga de Tribunais.

É comum bebês desafiarem os pais. Eles testam os pais de todas as formas. Fazem e acontecem esperando uma reação dos pais.

Os limites do homem são traçados na infância, isso é fato. E é bem melhor que os pais, mesmo com coração apertado, eduquem os filhos com rigor, mantendo o respeito, determinando os limites do certo e do errado, do que na adolescência e na juventude esses mesmos pais derramarem lágrimas de arrependimento e de desgosto pela falta que uma “palmadinha” fez.

Da mesma forma que a falta de uma “palmadinha” faz na educação de certas crianças, os excessos na educação, pais que espancam seus filhos, também são desajustados, desequilibrados, mal educados.

Uma palmadinha hoje põe fim a uma possível rebeldia amanhã.

Hoje, filhos já não respeitam seus pais. Há pouco chamávamos nossos pais de “senhor e senhora”. Hoje é você. Antes, levantar a voz era falta de respeito. Hoje é liberdade, é ser moderno e não ser careta.

Hoje estamos na era do tudo pode fazer. Tudo pode ser falado. Crianças interrompem conversas de adultos como se adultos fossem. Dão opiniões. Falam gírias e palavrões nunca imaginados. É o fim do respeito...

Mas, tudo isso acontece porque “um filho não será nunca o que a gente quiser, imaginar, programar, mas, com certeza será o que nós somos dentro de nossos lares”. Serão bons alunos se em casa obedecerem aos pais; serão bons amigos se os pais demonstrarem amizade com eles; confiarão nas pessoas, se sentirem confiança em si próprio; falarão palavras doces se ouvirem doçura, ternura e amor nos pais, enfim, “filhos são o que somos”; saberão amar se aprenderem com amor.

É dever dos pais proteger os filhos com equilíbrio, não só do mundo exterior, dos perigos do mundo lá fora. Devemos impor limites aos nossos filhos determinando e mostrando o liame do certo, do errado, e das conseqüências de viver em erro.

E, nem sempre só com palavras os pais são ouvidos, entendidos...

Quero continuar sendo careta. Quero continuar sendo chamado de quadrado, de retrógrado, mas, quero sorrir ao fazer um retrospecto da educação da minha filha.

“A minha filha eu e minha mulher saberemos educar. Não necessitamos de leis. Criança não vem ao mundo com Manual de Instruções”. 

Esses mesmos Deputados deveriam se preocupar mais em legislar e exigir mais saúde, educação, mais escolas, menos crianças nas ruas, etc...etc...etc.

Tenho certeza que “os corruptos de hoje foram mimadinhos ontem”.

Ahhh se esses Deputados dessem uma paradinha e, com atenção olhassem o que acontece dentro de suas próprias casas...