sábado, 28 de novembro de 2015

PENSEM NISTO...!

Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” Tiago 4:17

Sabemos que é impossível que o homem viva sem cometer erros. Paulo disse: “todos pecaram”, mas, ele estava determinado a viver sem falsidade. Ele queria poder olhar no rosto de cada homem, sem fingimento ou vergonha, com boa consciência.

Existe um ditado popular que diz Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles. Bíblia descreve que existe a consciência fraca, a clara, a profana, a cauterizada, a limpa, a boa, e a consciência pura.

Arnaldo Jabor, numa de suas meditações sabiamente escreveu que: "As circunstâncias entre as quais você vive determina sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora... A reputação é feita de um momento. O caráter é construído eu uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre, O caráter torna você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem a você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus." 

Cada pessoa é dotada com uma consciência. Em Prov. 20:27, Salomão tratou a consciência como “a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo”.  No passado, grandes homens descreveram a consciência como “O senso moral, ou a consciência, é uma parte do homem tanto quanto seu braço ou perna”.  (Thomas Jefferson); Em 1864, Abraão Lincoln prometeu a uma comissão de cidadãos “[...] conduzir de tal maneira  os negócios desta administração que, se no final, quando entregar o poder, eu houver perdido todos os outros amigos na Terra, tenha ainda um amigo, e este amigo será minha própria consciência.”  

Deus coloca à nossa disposição a única forma para melhorar nossa consciência, o nosso caráter: a oração. E Ele nos ensina que devemos orar em secreto, de portas fechadas, porque, Deus está em secreto. Desnecessárias vãs repetições, porque, não precisamos tentar vencer Deus pelo cansaço. Ele nos atende com um só pedido, e em silêncio (Mateus 6:6-7). Desnecessário gritos, altos clamores, porque, Ele não é surdo, e antes mesmo que eu peça qualquer coisa, Deus sabe o que eu preciso Dele.

Se eu reclamo que Deus não atende minhas orações, devo refletir; será que estou sendo sincero e confesso todos os meus desvios e pecados à Deus? Será que estou tendo coragem de expor todos os meus erros à Ele? Será que estou tendo a hombridade de confessar todos os meus atos à Ele?  Sinceramente, penso que não.

Mateus 7:7-11 diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?”

Não temos humildade sequer para reconhecer que não somos humildes nem para pedir à Deus. Na realidade, falta-nos discernimento e coragem para encarar a nós mesmos, para entender que somos covardes, inábeis e presunçosos. Somos hipócritas. Exigimos tratamento digno, mas, não tratamos as pessoas com dignidade; exigimos educação, mas, faltamos com ela no trânsito, numa resposta ríspida, em gestos e pensamentos, etc.; exigimos a verdade, mas, vivemos nos protegendo e tratando o próximo com meias verdades, e por aí vai essa bagunça de vida. Se exigimos reciprocidade dos outros, não devemos reclamar se somos tratados de forma indigna.

”Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Mateus 7:12. Se eu quero que a minha vida tenha significado, devo agir como Deus ensina. Do contrário, serei um fariseu, hipócrita e continuarei tendo péssima qualidade de vida e uma conexão falha com Deus. 

Nesse mundo somos observados a todo o momento. Vivemos num tempo complicado, é verdade, mas, o complicamos mais ainda. Falta-nos sensibilidade para atentar e refletir “como está a nossa vida”. Vivemos tão displicentes e desligados, que independente do poder econômico, da profissão,  da idade e da cultura, falta-nos tempo para pensar e conversar com Deus durante o dia. Filipenses 4:8 reza que [...] tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

Será quando vamos parar pra pensar nessas palavras? O certo é que se não tivermos firmeza de caráter, decisão e muita força de vontade, isso nunca irá acontecer. Faça um teste, hoje mesmo. Comece a pensar nisso.

Devo me perguntar, em quem eu creio, em quem me espelho? Jesus nos ensinou que temos que agir como crianças, simplesmente, porque criança vive com honestidade, sem malícia e maldade. Crianças são verdadeiras, não são vazias e nem hipócritas, porque elas sabem que alguém estará dando-lhe comida, carinho, etc.  Crianças brigam entre si, mas, minutos depois já estão a brincar novamente.

Nós, adultos e já donos do próprio nariz, maliciosos,  guardamos rancores e alimentamos pensamentos ardis, não somos verdadeiros, fazemos o que queremos e não o que é correto. Desrespeitamos os ensinamentos divinos, não pedimos ajuda e orientação dos céus. Falta-nos humildade. Vivemos reclamando do emaranhado de problemas, da péssima qualidade de vida, do stress e da ausência de Deus em nossa vida. Deus não se retira nós. Nós que viramos às costas a Ele.

Francis Thompson, em seu livro “Hound of Heaven” (Perseguidor do Céu), descreveu com raro bom gosto sua fuga da persistente guerra de consciência, tratando-a como ‘inabalável cão perseguidor’: “Eu fugi dele, através das noites e dos dias; Eu fugi dele, através dos anos; Eu fugi dele, por emaranhados caminhos; Da minha própria mente... Por baixo da titânica escuridão dos abismos de pavor, daqueles fortes pés que seguiam, seguiam após mim. Eles repercutiam – e uma voz repercutia mais veemente que os pés. Todas as coisas atraiçoam a ti, que atraiçoas a mim.”

Devemos entender que a pessoa que abriga uma consciência culpável tem falta tanto de paz quanto de força para lutar. Sua consciência é como um mar revoltoso que não se pode acalmar. É fraca, vacilante. E se isso ainda acontece comigo ou com você, devemos dar graças a Deus, porque essa guerra é a presença do Espírito Santo que ainda está tentando mostrar o certo e o errado, nos dando discernimento. A escolha é minha, é sua!

Se fosse possível, será que você ou eu teríamos coragem de assistir num telão a reprise de tudo que pensamos e fizemos na semana que passou? Será que isso poderia vir a público? Será que com isso minha reputação seria abalada? O que poderiam pensar meus amigos, meus parentes, meus clientes? Como será que Deus recebeu isso? Será que Ele se entristece com meu comportamento? Penso que não. E se isso pudesse acontecer, certamente estaríamos expondo as vísceras fétidas do caráter de todos nós. 

Saiba que só Deus redime nosso passado, só Ele sabe administrar nossos altos e baixos, só Ele cura nossas feridas, purifica nosso caráter e cobre nossos pecados!

Que a nossa consciência possa ser clara, limpa, boa e pura, e que o verdadeiro Amor de Deus renasça dentro de cada um de nós, e que possamos viver como crianças... 

“A noite tem mil olhos, e o dia um só; contudo a luz do radiante mundo fenece, como o descer do sol. A mente tem mil olhos, e o coração um só; Contudo a luz de toda uma vida se extingue, quando se vai o amor.” Francis W. Bourdillon.


Reflita nisso. Boa semana!!!


sábado, 21 de novembro de 2015

PARADOXOS...

“Nós bebemos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápidos demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à lua, mas temos dificuldades em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas, não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas das melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito; escrevemos mais, mas, aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar, mas não sabemos esperar. Construímos computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas, nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do fast-food e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; dos lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas. Vivemos um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa; Vivemos uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame… se ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre!!! (Paradoxo, de Georges Denis P. Carlin)

Nessa reflexão, Georges Carlin resume a vida da grande maioria do Ser Humano na atualidade. Somos todos ignorantes, hipócritas, fúteis e vazios.

Na realidade, somos exatamente o oposto que Cristo nos ensinou. Ele nos exortou a não proceder em conformidade com as próprias obras, porque falamos e exigimos o que não fazemos, isto, porque temos fardos muito pesados e difíceis de carregar, e temos a tendência de transferir a carga a outras pessoas; Somos hipócritas, pois, fazemos obras para que os outros vejam, e não para nosso deleite; Tendemos a estar sempre nos primeiros lugares, em evidência e ao lado de famosos, mas, esquecemos que o que a si mesmo se exaltar será humilhado; Na verdade, agimos como fariseus, hipócritas, pois cuidamos do nosso exterior, mas o nosso interior está cheio de intemperança, maldade e promiscuidade. Vivemos semelhantemente aos  sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de toda a imundícia e fedentina. Por fora parecemos justos aos homens, mas, estamos inchados de hipocrisia e de iniquidade. De modo que, com razão, Cristo chamou a todos de “serpentes, raça de víboras, porque no maior tempo da nossa vida somos como fachadas e vidraças reluzentes escondendo a podridão que cada um de nós carrega.

Devemos calçar as sandálias da humildade, e entender que “cada dia tem sua própria agonia”. Temos que deixar de ressuscitar os dinossauros que carregamos vida afora! Hoje, o futuro ainda não existe, e quando chegar será presente. O passado já se foi, e se ressuscitado se torna o presente, e este é o único momento que realmente existe dentro de nós. É nesse momento é que devemos centrar todas nossas forças, energias e fé, e é nele que temos que tentar modificar as conseqüências do passado e mudar todas as perspectivas  e possíveis possibilidades para um futuro melhor e feliz. 

Devemos entender que cada dia, cada fato novo é um momento presente, e que precisa ser vivido intensamente, observado e analisado em toda sua plenitude. É exatamente nesse momento que temos que centrar o sentido da nossa vida, porque, tudo o que pensamos, tudo que acontece conosco, tem uma relação com o que somos.  

Da mesma forma, nada é tão importante em nossa vida que mereça nos absorver por completo. Temos que viver o presente e no presente, não nos esquecendo do que passou, simplesmente, tê-lo como referencial para um viver melhor. Passado e presente não devem ser sobrepostos, pois, viver os dias alimentando nosso coração com “dinossauros” consome energias vitais para nossa saúde e corrói nosso desempenho atual, com o mesmo peso que a ansiedade e expectativa pelo futuro, cria tensões e desgastes e ameaça a realização da felicidade no presente.

Somos demasiadamente vaidosos e nos vemos maior do que somos, quando na realidade, somos nada. É indispensável entender que nossa felicidade não se perdeu pela vida, e nem está escondida no futuro, mas, somos tão ávidos e imediatistas, que a todo o momento queremos enxergar muito além do agora ou perdemos tempo vivenciando muito atrás do nosso tempo.  

Nosso sucesso está no equilíbrio, na paciência, na humildade e no bom senso em observar o presente. Devemos focar nossa energia diária no que estamos vivendo agora, porque, ao contrário, deixaremos de perceber o que realmente queremos, e não teremos tempo de viver nossos sonhos no futuro. E daqui a pouco já será o futuro. 

Nossas ações falam mais alto do que as palavras, mas, estas falam muito mais, porque falamos com muito mais freqüência e rapidez do que agimos. Pensamos demais e agimos de menos, isso é verdade. Não devemos esquecer que nosso semblante reflete exatamente o que pensamos. Se dermos azo a bons pensamentos, se desejamos o bem ao nosso próximo, se agimos com honestidade, com bons objetivos e cultivamos bons costumes, certamente, isso estará refletido em nossos olhos, e até nossa pele é mais viçosa, nosso sorriso será diferente...

Portanto, deixe que cada dia tenha sua própria agonia, cada dia com seus sofrimentos, suas vitórias, seus abraços, suas lágrimas e sorrisos... pois, o amanhã? “[...] não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.Mateus 6:34

E o passado? Esse já foi... não devemos esquecê-lo, mas, que o tenhamos como referencial para reflexão e correção dos nossos erros, e busquemos acertos hoje, pois, é preciso saber viver...! 



sábado, 13 de junho de 2015

PERDA IMINENTE...

... Sexta-feira, 23 de novembro de 2001, com certeza o dia mais comprido, tenebroso e triste da minha vida. Perdi meu brother do coração. Cara honesto, brincalhão, bonitão e feliz, um homem simples, o qual, com maestria e sabedoria soube conduzir a vida, o melhor caminhoneiro do mundo teve um mal súbito pela manhã, submeteu-se a uma cirurgia altamente invasiva, e dormiu... não acordou mais. Deixou-me a ver navios, sozinho. Se foi cedo demais. E logo ele que sempre brincava que quando a morte chegasse ele daria um drible nela. Coisas que só Deus pode explicar!

Ainda tivemos a oportunidade de estar juntos até as 17hrs do dia 24, um sábado sombrio. A noite inteira, naquele silêncio ensurdecedor, quase eterno, ‘falamos’ muito. Trocamos altas idéias... até sorri lembrando das suas piadas e histórias. Tudo foi selado com aquele último beijo, levaram-no... tiraram-lhe de mim de uma vez por todas, mas, com certeza, o sopro de vida já havia sido recebido pelo Criador, e meu velho continuou seu sono noutro endereço, quadra M, lote 811, Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia - GO. 

Depois dessa fatalidade, todas as noites, parece que ainda sonhando, por muitos meses esperei o telefone tocar. Esperei ouvir a mesma pergunta de sempre: “e aí tchê, como foi seu dia?” Eu não queria acreditar. Parece que minha bússola enlouqueceu. Perdi o centro, fiquei totalmente desnorteado. Restaram minhas cinco mulheres e eu.

Dizem que a perda de uma mãe está na lista dos lutos mais doloridos e longos da vida de uma pessoa, mas, já se passaram mais de treze anos, e parece que meu pai me deixou hoje, porque nossa relação sempre foi muito forte, sentimental, verdadeira e íntima. Meu amigo. A dor chega a cortar... até porque, amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito...  

Pouco tempo depois, minha mãe, já debilitada emocionalmente, vitimada por um grave acidente de trânsito, manifestou desequilíbrio mental, chegando ao veredicto de doença mental progressiva que carregou por toda a vida sem ninguém saber, e o Alzheimer... Começou seu longo calvário. Passados anos de ausência de vida plena, hoje vegeta num leito. E o pior, nada pode ser feito pelos homens. Só a espera da vontade do Criador. Só Ele sabe o seu destino.

Minha irmã e eu estamos preparados? Não. Penso que ninguém tem capacidade e nem força para administrar essa triste espera. Sabe-se que a perda é certa. Não se sabe quando. O que se tem certeza é dos inúmeros pedidos de queridos, rogando para que Deus não permita que ela sofra mais ainda.

Nossa cultura remete a figura da mãe à segurança, refúgio, aconchego, orientação e cuidado, e parece que quando mãe adoece e perece em males irreversíveis, tudo isso perece com ela. Mesmo adultos, com nossas vidas já resolvidas – pelo menos é o que deveria - apesar de desencontros de relacionamentos no decorrer da vida, os quais carreguei silente por longos trinta e quatro anos – que só ela, eu e pouquíssimos queridos temos conhecimento –, nossas mentes resgatam nesta hora de iminente perda, que tudo está se esvanecendo. Nossa última referência está indo... E a sensação de vazio que fica, dependendo de cada relação, do relacionamento, da história, será o tamanho do impacto que certamente será vivido com essa iminente perda.  

As críticas são enormes, sempre foram, porque é público que sempre tive melhor relação com meu pai. Fomos amigos. Mas, geralmente, quem me critica, o faz sem conhecer o cerne da relação mãe x filho. Nem tentem. Nunca saberão a realidade. Não merecem saber. O certo é que quem me critica, são pessoas mal resolvidas e que vêem nos outros os seus próprios problemas. São os carniceiros de plantão, desprovidos de inteligência e de capacidade de imaginar a importância e a valia que minha mãe representa em meu peito. Não sabem calcular a proporcionalidade da falta que ela fará no dia que faltar... aliás, a falta que sempre fez minha vida afora. Só eu sei o tamanho desse rombo. Só eu sei o peso e o significado daquele tímido e singelo beijo, na tarde de 24.11.01. O primeiro que ganhei, talvez, o único que eu me lembre. Mas, valeu!!!  

Dores, arrependimentos, desculpas mútuas, revoltas, tudo já passou. Não se tem falta de perdão, mas, cicatrizes profundas ficaram. Agora, é o momento da busca do perdão pessoal por não ter a capacidade de aceitar o processo natural da perda iminente. Mas, o alívio é que Deus está no controle de todas as coisas. O tempo não é meu, nem da minha irmã, é só Dele.

A verdade mais cruel virá com a indiscutível perda. Tento me preparar psicologicamente e espiritualmente, mas, meu físico reclama muito forte. Guardo somente as boas imagens, preservo os bons momentos, as verdades, qualidades e os defeitos, afinal, não é porque ela está demente que virou santa. Isso não. Mas, com todos os possíveis defeitos, ela tem muitas qualidades, ela que me gerou, é minha mãe, e fim de papo.    

O indispensável e que eu exijo, é que respeitem os nossos sentimentos. Especialmente o meu, que não conhecem, não tem o mínimo conhecimento. Terceiros, parentes próximos ou não, não têm o direito e muito menos a capacidade de sopesar sentimentos que carregam os que serão órfãos. Desconhecem qual o vínculo afetivo, se intenso ou não, quais as dores vividas, quantos desencontros e desconfortos e quais suas origens, quais os sonhos não vividos ou interrompidos, quantas feridas ficaram abertas por anos, quais e quantas sequelas, etc, etc... Não sabem nada da história das nossas vidas. Esses críticos são os falsos moralistas, desprezíveis, desmerecedores de qualquer atenção e consideração. Verdadeiros fariseus. Falta-lhes nobreza!

O certo é que "enquanto a carruagem passa, os cães ladram."    

Quando? Não sabemos. Mas, ela vai partir sem poder dizer adeus, sem força para um abraço, sem nada mais. Simplesmente, vai... Ela merece descansar desse fardo pesado que tem carregado. Sempre teve saúde frágil. Vez por outra, faltou-lhe até o ar que tentava respirar. Sempre sofreu, mas, teve o cuidado dos Céus durante a vida. Seria covardia querer seu aconchego, pelo menos, uma segunda vez.

As únicas certezas que tenho é que em breve serei realmente um órfão, e também, que Cristo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. João 11:25


Que Deus vele por ela e não a deixe sofrer.  




DESCULPAS À NOVA SEMENTE E AO MAURÍCIO MANIERI

Desde criança fui criado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, e durante toda minha vida, naturalmente um amante da ampla defesa e do contraditório, tenho pesquisado e confrontado o que ouço. Sou crítico por natureza, reconheço, mas, aprendi a refletir minhas convicções e críticas. 

Sei que nem tudo que é falado nas igrejas provém de Deus, até porque, como todas as denominações pelo mundo, a IASD é dirigida por homens que erram, tem seus orgulhos e vaidades, seus sonhos e também ranços, e nem sempre são realmente ungidos por Deus.

Estive lendo uma publicação sobre as visitas do cantor Maurício Manieri – final de 2013 e início de 2014 – na Nova Semente, dirigida pelo Pastor Cléber Gonçalves, e senti certo desconforto. Fiquei constrangido e envergonhado pelos comentários maldosos, desprovidos de espírito cristão, que confrontam com o que é ensinado por Deus.

Até certo ponto, entendo a ignorância de alguns, porque, quando vi a Nova Semente pela primeira vez, revesti-me da prepotência e arrogância – de conhecimento bíblico - natural de quase todo adventista, e prejulguei erroneamente o trabalho do Pr. Cléber Gonçalves. Repensei, reconheci, e me corrigi. A Nova Semente faz um trabalho excepcional, e que deve ser seguido.

Os adventistas são conhecidos mundo afora por professar uma fé estribada em 28 crenças retiradas da Bíblia Sagrada, dentre elas, destaco quatro, em fragmentos:  

a) A IGREJA: “[...] A Igreja é a família de Deus; [...]”;
b) UNIDADE NO CORPO DE CRISTO: A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de nação, tribo, língua e povo. Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não deve ser motivo de dissenções entre nós. Todos somos iguais em Cristo, [...]; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição.[...].;
c) A LEI DE DEUS: Os grandes princípios da lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórias a todas as pessoas, em todas as épocas. [...] A Salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência aos mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa solicitude por nossos semelhantes. [...].
d) CONDUTA CRISTÃ: Somos chamados para ser um povo piedoso que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. [...].”

Quando esteve no programa Conexão, Maurício Manieri tinha acabado de compor uma canção chamada “Hoje”. Sua participação no programa emocionou muitos dos presentes, pois, depois de ficar confinado num reality show por dois meses, longe de tudo, da sua família, percebeu que “desde que tomou a decisão de colocar  Deus em primeiro lugar na sua vida, encontrou respostas e tem recebido muitas bênçãos.”  E continuou dizendo: “Lá Deus começou a conversar comigo, comecei a ler a Bíblia e buscar respostas de que precisava. Todas as perguntas que fiz, Deus me respondeu”... “ganhei não o prêmio em si, mas ganhei Deus conversando comigo!”, e terminou afirmando que “Deus tem um plano para a vida de cada pessoa. Depende de nós O colocarmos em primeiro lugar e nos entregarmos a Ele.”

O que é péssimo, é que consta na internet, comentários maldosos e pejorativos de alguns adventistas criticando tanto a Nova Semente, quanto a presença de Maurício Manieri no programa Conexão. Isso bate de frente e contradiz profundamente as crenças que pregamos de que “somos a família de Deus, somos iguais em Cristo, solicitude aos nossos semelhantes, e o pior, esse tipo de crítica não faz parte do caráter de um Cristão.”

O verdadeiro Cristão acolhe seu irmão.  O aceita como ele é. Não julga, nem dá às costas... Deus ama todos os pecadores, sem exceção. E quem sou eu ou você para julgamentos? 

Conta-se que Sócrates pautou sua vida em três pilares: a VERDADE, a BONDADE e a NECESSIDADE, e esses três pilares foram transformados em peneiras durante toda sua vida. Da mesma forma, todo Cristão, independente de crença, religião ou credo, antes de julgar o próximo deve refletir, a) se o fato é absolutamente verdadeiro; b) mesmo se o fato for verdadeiro, se gostaria que os outros também comentasse a seu respeito, e c) entendo como o mais importante, deve-se analisar a necessidade de julgar pessoas, ou até mesmo passar o comentário adiante.

Já dizia Platão: “Pessoa inteligentes falam sobre idéias; pessoas comuns falam sobre coisas, e pessoas mesquinhas falam sobre pessoas.”

Conta uma estória que “Chegando no céu, algumas pessoas questionaram grupos que estavam separados: uns cantavam, outros dançavam de alegria, batiam palmas, felizes e alegres. Outro grupo estava recluso dentro de um muro bem alto, calados, falando baixinho... E Deus foi convidado para esclarecer o que estava acontecendo, e respondeu que: “os que cantavam  estavam felizes, eram protestantes, católicos, batistas, e demais denominações de todo o mundo. Estavam felizes pela salvação.” Mas, o interessado perguntou à Deus: e esses que estão dentro do muro? Deus respondeu: “fale baixinho... são os adventistas. Eles pensam que só eles estão salvos”. Óbviamente, se trata de uma estória, mas, que tem enorme fundamento, pois, grande parte dos adventistas se gabam por ser o povo salvo, o único povo que Deus aceita como fiéis, etc... Ledo engano. Santa ignorância!!!

Certo é que ainda é tempo dessas pessoas que fizeram comentários eivados de ranço e ignorância, principalmente, os que se acovardaram e se apresentaram como anônimos, à pedir desculpas publicamente, tanto à Nova Semente, quanto ao Pr. Cléber Gonçalves, especialmente, ao cantor Maurício Manieri, porque, esses tipos devem entender que palavras são como lanças, e tem o poder tanto de curar como o de destruir, especialmente, “nossas palavras demonstram nosso caráter”. Não fosse Maurício Manieri inteligente e resolvido, poderia ter sido influenciado a dúvidas desse deus que esses hipócritas, arrogantes e prepotentes pregam. Ainda bem que ele tem Deus no coração. 

A verdade é que temos que conviver com fariseus... 

Ao Maurício e ao Pastor Cléber, que Deus continue iluminando seus caminhos, dando-lhes inteligência e sabedoria para servi-lo.  

Faço minhas as palavras de Maurício Manieri: “ Mesmo que o mundo diga que não tem mais chance, que não tem mais jeito, há sempre a esperança de uma nova vida. Tudo o que está acontecendo na minha vida mostra isso. Faça o que você precisa fazer, mas, coloque Deus no comando. As coisas vão fluir de maneira mais tranquila, fantástica e maravilhosa.”

Doravante, sei que vai chover de críticas, mas, “As pessoas que falam mal de mim são como lixas. Podem me arranhar, me machucar ou me fazer chorar, mas no final. Eu sairei muito mais lindo e polido, e as lixas? Apenas gastas e feias!”

Que Deus nos perdoe e nos faça homens sensíveis aos nossos semelhantes, tire a trave dos nossos olhos e nos dê espelhos para que possamos parar e refletir sobre nossa imagem doentia e pecaminosa.

Repense antes de criticar...!


sábado, 23 de maio de 2015

CADÊ A DEMOCRACIA?

Democracia vem do grego “demos” que significa “povo”. É a liberdade institucionalizada a serviço da proteção da liberdade de expressão, do direito livre na prática de religiões, seja lá qual for, do direito igualitário a segurança pública independente do poder econômico deste ou daquele cidadão, é a oportunidade do povo se organizar plenamente na vida política, cultural e econômica da sociedade. É o governo eleito pela sociedade a serviço de todos os cidadãos.

A grande maioria dos brasileiros cultiva a falsa idéia de que ainda estamos em tempos de Democracia plena, de eleições livres, justas e abertas a todos os cidadãos. Foi-se o tempo das “Diretas Já”, em que eleições eram legítimas e não havia fachadas escondendo ditadores travestidos de heróis, um bando de incompetentes, ditadores de um partido único.  

A realidade é que vivemos em tempos de perseguição e repressão velada praticada pela maioria dos xiitas que se gabam em ter lutado pela democracia, por uma pseudo-liberdade, pela “igualdade de direitos”, dentre outros devaneios que só ficaram na história de 1964. Pura enganação.

Fernando Gabeira, quando candidato pelo PV ao Governo do Rio de Janeiro, afirmou ao Jornal Folha que “os envolvidos na luta armada contra àquele governo não buscavam a democracia, mas sim uma “ditadura do proletariado”. Afirmou que “Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na luta política costumam dizer que estavam lutando pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra a ditadura militar, mas, se você examinar o programa político que nos movia naquele momento, [ele] era voltado para uma ditadura do proletariado. Então, você não pode voltar atrás, corrigir seu passado e dizer que estava lutando pela democracia. Havia muita gente lutando pela democracia no Brasil, mas não os grupos armados, que tinham como programa esse processo de chegar à ditadura do proletariado. A luta armada não estava visando a democracia, pelo menos em seu programa".”

E olha que tanto Gabeira, quanto Lula, Dilma, o Jornalista Franklin Martins, e outros membros do governo lulodilmista fizeram parte do Movimento Revolucionário 8 de outubro, o MR-8. A Presidente Dilma militou no Comando de Libertação Nacional – Colina, e na Vanguarda Armada – Palmares, organizações subversivo-terroristas atuantes na luta armada, e não tinham como objetivo a democracia, mas, a ditadura do proletariado.

Em suma, a Presidente Dilma nunca dará o braço à torcer, nunca irá confessar os reais objetivos da vida obscura de luta armada de caráter comunista dos seus 17 aos 30 anos. É covarde e inimiga da verdade. Dilma nunca irá admitir que não está intrinsecamente envolvida com o dogma marxista. Dilma é aquela tartaruga em cima do poste, e também, como a maioria dos PTralhas, sofre de dissonância cognitiva. 
Certamente que é por isso que nunca se assistiu tanta afronta a democracia quanto nos dias atuais. A tão propalada liberdade de expressão, sobretudo a liberdade de questionar a condução política do país, a (des)educação, a (in)segurança, a saúde... Muito se fala, nada se faz. Não se tem clareza na demonstração do destino da aplicação do meu e do seu dinheiro, não se tem a esperança de punições a essa inescrupulosa roubalheira generalizada.

Num passado recente ouvia-se falar em roubos de milhões. Hoje se rouba bilhões e os verdadeiros xerifes estão blindados por uma corja de bajuladores e coniventes, afirmando o velho ditado popular de que “quem nunca comeu melado, quando experimenta se lambuza”, essa turma não tem limites, mas, devem aprender que até ladrões tem que ter limites para seus roubos, senão, a casa cai. 

Uma coisa é certa: “Esse governo que aí está é um exemplo de multiplicação de patrimônio, uma lição de como ficar milionário sem trabalhar”. À exemplo, em 2004, o filho de Lula era um cidadão comum, vivia dependente do dinheiro das doações recebidas pelo pai. De uma hora para outra, fundou a Gamecorp, imediatamente se envolveu com a Telemar, e logo de cara ganhou de presente desta um investimento de dez milhões na sua medíocre empresa. Hoje, todo o país sabe que Lula é bilionário. Só que ainda não está na Forbes e nunca estará, claro".

Alguém pode me dizer qual o real objetivo do Instituto Lula? E o pior é que o barbudo ainda tem a coragem de afirmar que o tal Instituto é suprapartidário, sem fins lucrativos e independente de partidos políticos. E tem um monte de “Companheiros” afirmam de cara deslavada que tudo é verdade. O tal Instituto vive de "doações de empresas". 

Meus avós e meus pais assistiram a vergonhosa ditadura. Eu vivi até 1985 sob o ranço dela, e continuo, à contragosto, experimentando o azedume do desrespeito ao Estado de Direito pelas autoridades máximas do meu País, porque, os PTralhas e seus asseclas se acham acima da lei, e sem constrangimento desafiam as imposições legais.  

“Ajustes” e leis são criados para acobertar os desmandos da “realeza ditatorial” da maioria governista, isto porque, os que se autodenominam líderes, vivem como reis fechados em suas redomas bilionárias, mas, tratam o povo brasileiro como iletrados, aculturados e desmerecedores de proteção até por boa parte do judiciário. Embriagam-se em caríssimas bebidas e cachaças que ainda são fabricadas pelos pobres dependentes do Bolsa Família. Esses, a noite continuam retornando para suas senzalas...

Não bastasse, chegamos ao absurdo de ter que engolir goela abaixo a indicação de um Ministro do STF, o qual declarou escancarado apoio aos desmandos desse governo que aí está. Para alguns interessados, o “Companheiro” Luiz Edson Fachin possui notório saber jurídico, mas, a “qualidade” que mais pesou na sua indicação, foi a “coincidência ideológica” determinando para um futuro promíscuo, um escancarado aparelhamento do Supremo Tribunal Federal.

Fachin é um idealista petista de carteirinha, um bajulador antidemocrata, afinado com os “bons propósitos” do seu partido. E o pior foi o apequenamento da maioria dos Senadores dos mais diversos partidos políticos que aprovam os “apadrinhados do governo”, e se rendem as trocas de favores, promessas de cargos e liberações de verbas. Um verdadeiro prostíbulo político. Uma vergonha nacional. 

Essa desconfiança na imparcialidade de certos membros STF é escancarada, porque é impossível “tapar o sol com peneira” e tentar esconder que os apadrinhados e indicados não serão os mandatários dos desejos, os “galhos políticos a serviço dos interesses do governo”. O resultado dessa bandalheira são decisões tendenciosas, parciais e que literalmente rasgam a Constituição Brasileira. Isso denota fraqueza e ilegitimidade. Um desserviço jurisdicional.

Será que Fachin terá capacidade e coragem para julgar ações contra os interesses dos seus “Companheiros” com isenção? Certamente não, porque, se agir contrário a vontade de quem o indicou, certamente será chamado para uma “conversa apartada”, como o caçulinha Dias Toffoli que lá foi posto. E não se assuste se daqui a pouco o tratamento entre alguns Ministros daquele Tribunal de Escol não for mais o de “Vossa Excelência”, mas, de “Companheiros”. 

Mais absurdo ainda, é a realidade da miséria, da fome e da falta de cultura e saúde de grande parte dos brasileiros que, pelos mais diversos motivos, deixaram-se engabelar e se vendem por promessas eleitoreiras, por doações de esmolas e de facilidades de programas interesseiros do governo lulodilmista. Esses programas são fábricas de desempregados, desocupados, aculturados, iletrados e carentes de toda ordem. Tenho pena desses brasileiros. O preço é muito alto.

Na mesma toada, não se assuste se continuar as fortes investidas do governo contra a liberdade de impressa. Uma repetição da ditadura Chavista e bolivarianista praticada pelo governo lulodilmista/petista. A liberdade de expressão, sobretudo sobre política e questões públicas é o suporte vital de qualquer democracia. Governo democrático de verdade não tentar controlar o conteúdo da imprensa, muito menos da internet. Ulisses Guimarães deve estar remexendo na sua sepultura.

E o que mais assusta é que a perseguição ao jornalismo decente, até então livre e à liberdade de imprensa, partiu do trio Lula, do ex-deputado Rui Falcão e do Jornalista Franklin Martins (Comunicação Social). Para esse trio, a imprensa que não reza na cartilha dos “PTralhas” é imprensa monopolizada a serviço da oposição. No mínimo um pensamento medíocre, mas, de onde saiu, tudo de tendencioso, tirânico e ardil se pode esperar, até porque, Rui Falcão é um dos puxa-sacos e admiradores de Maduro, tirano da Venezuela.

Na realidade, povo democrata é povo livre, sem cabrestos e mordaças. Governo democrata é o que respeita o cidadão, seus direitos raciais, étnicos e as liberdades individuais. É o governo que respeita a vontade da maioria, protegendo os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias. E esse governo que aí está só respeita e luta com unhas e dentes pelos interesses dos "Companheiros". 

Democracia é a minha liberdade de pensamento e de expressão sem desrespeitar meu próximo. É a liberdade das minhas convicções sobre família, religião, política, profissão, etc., e ser respeitado pelo que penso. É ter o direito de discordar, opinar e expor minhas idéias sobre temas conflitantes como aborto, homossexualidade, gênero, etc., sem ferir meu próximo, sempre respeitando os limites e as vontades, ao mesmo tempo, exigindo respeito. Quero a democracia de volta. 

Estamos apáticos e travados assistindo a derrocada do país. A verdade é que quem produz, quem gera empregos e movimenta a riqueza no Brasil é tratado como bandido, enquanto quem embolsa milhões às escuras é reconhecidamente aplaudido por um bando de mancomunados. 

Meu sonho é viver a democracia plena, e vou lutar por isso. 
Acorda Brasil!!!


sábado, 9 de maio de 2015

AMIGOS... 

Dias passam, anos se foram, passamos pela infância, adolescência, juventude, e chegamos aos cinqüenta... acabou aquela pressa de quando somos adolescentes e brigamos com os dias para completar a maioridade. Hoje as prioridades são outras, os anseios e sonhos são outros. Somos cobrados diariamente pela obrigatoriedade de ter mais equilíbrio emocional, financeiro e profissional. A realidade tem que ser outra. 

Os amigos já não são os tantos que tínhamos outrora. As amizades tomaram rumos diferentes, cada um corre atrás dos seus interesses, dos seus sonhos, umas se vão, as verdadeiras ficam.

Aprendi que até a idade pode ser uma questão de opinião. Muda-se de acordo com o ponto de vista de cada um, mas, amizades não. Discordo plenamente de que amizades tem prazo de validade. Não, não tem. Pessoas não são coisas, nem produtos de consumo, mas, se afastam umas das outras por algum motivo.

Agora, amizade verdadeira e duradoura, é irmandade escolhida a dedo. É o bem querer mais nobre do Ser Humano. É a demonstração de afeto, amor, carinho e cuidado mais profunda que se possa ter. É o querer desinteressado. É o afeto divino espelhado em pessoas especiais. 

Os “pseudo-amigos” que eu tive e se foram, é porque não passaram de coleguismos travestidos e eivados de interesses. Foram como chuva de verão e o tempo levou o que nunca tinha de ser. Perderam a validade ou nunca as tiveram. Não valeu!

Hoje não. Minhas amizades são especiais, são como diamantes lapidados, são pedras preciosas valiosíssimas, raras, são como flores no deserto, no meu coração, na minha memória, segredadas e guardadas a sete chaves.

Não sou de guardar mágoas porque, pra mim, um simples gesto sobrepõe à tudo de ruim que possa ter acontecido entre amigos. Todos erramos e não sou menos errante que ninguém.

Hoje uma pessoa muito especial me deixou claro que “tudo que se faz e se doa, tem algum interesse por detrás”. Chega a ser decepcionante!!!

Parece que vivemos numa sociedade em que os interesses “coisificam e petrificam” as pessoas. Parece que somos obrigados a viver rotulados e da forma ditada pela maioria desinteressada por gente, que vive da frieza de sentimentos nobres, ausentes de amor, de fidelidade e do real sentido da amizade.

Gabriel Chalitta ensina que “... Estamos acostumados a viver em um mundo em que as pessoas agem na expectativa de reciprocidade. A ação traz uma reação. Infelizmente, não se encontra sabor em relações desinteressadas. A suposta amizade vive de expectativas.[...] Tempos em que adornos valem mais do que o essencial. Tristes tempos. [...] Tempos de escassez de atitudes de misericórdia – descartar uma pessoa é mais fácil do que se desfazer de um objeto de estimação. Falta estima pelo ser humano. [...] Falta um sonho de vida e sobram angústias pelas ausências desse sonho. [...] A bondade é a filha do amor. Ágape gera a bondade. A bondade é o amor em ação. O mal não pode vencer o bem. Se as atrocidades nos incomodam, se a banalização da violência nos assusta, é preciso ir além.[...].”

Prefiro continuar seguindo a lição de Osvaldo Montenegro em “A lista”. Uma lista de grandes amigos que eu mais via há dez anos atrás, quantos eu ainda vejo todo dia, e quantos eu não os encontro mais... a lista dos sonhos que eu tinha, e quantos eu desisti de sonhar... quantos amores eu jurei pra sempre, mas, quantos eu consegui preservar...

Prefiro continuar tentando ser como há anos atrás, comparando a foto passada com o espelho de agora... refletindo em tudo e os motivos pelos amigos que eu joguei fora, talvez, por não entender os mistérios que eu sondava e não os soube entender... tento valorizar os segredos que eu guardava, porque, pra mim foram incomparáveis, mas, hoje são bobos e ninguém quer saber... as mentiras que eu condenava e quantas eu tive que cometer?...

Difícil é entender que os ‘defeitos’ que sanei com o tempo, exclusivamente para adequar às exigências da sociedade, era o de melhor que havia em mim e eu perdi... quantas lindas canções eu deixei de ouvir, hoje tento assoviar pra apagar o tempo... e quantas pessoas que eu amava, quantas dessas eu posso acreditar que realmente me amam?”

Prefiro continuar fazendo parte da minoria criticada... Prefiro ser chamado de quadrado, mas, respeitando o que meu velho pai em sua simplicidade me ensinou: “fidelidade, amor, respeito, desinteresse pelo ter somado à valorização do ser e a amizade sincera são irmãos inseparáveis”

Prefiro ser amigo, simplesmente!!!

Em suma, infelizmente pode-se dizer que “O que algumas pessoas fazem por amor é incrível, mas, o que outras fazem por interesse é inacreditável”.