sábado, 5 de junho de 2010

CURTIÇÃO...SONHOS. NA VERDADE, DELÍRIOS.


Porventura, está você, como irmão, namorado, pai, mãe ou amigo, sofrendo por alguém que se encaminha rumo à destruição das drogas? Está você perdendo noites de sono esperando seu filho (a) retornar da balada, tendo a certeza que entrará por àquela porta tomado pela droga ou pela bebida? Existe na sua casa um “adolescente” que se diz “lutar pela liberdade”?


Quem você acha que está por detrás dessa “liberdade”, dessas sensações alucinantes das drogas? Quem está por trás das idéias de liberdade, que na verdade não passam de libertinagens, que levam a juventude de hoje a viver sem princípios éticos e nem morais?

Para essa juventude, tudo é permitido. Bem, é o que pelo menos dizem. Mas, com certeza estão se acabando, destruindo seu próprio futuro.
Curta a vida... viva os sonhos... sonhe, mas, convide Deus para curtir com você... Ele estará sempre em seus sonhos... e depois, o que rolar será sempre o resultado da vontade de Deus.

Não é difícil deparar com adolescentes e jovens que “lutam pela liberdade” sem limites, sem reservas. Jovens que deixam o convívio dos pais optando por abandonar a certeza do respeito, do amor, da convivência fraternal, para buscar viver uma vida dissoluta.

“Conheci uma jovem, quase adolescente ainda, que deixara seus pais, fugiu com seu namorado, para viver uma vida de liberdade. Linda, demonstrando traços e modos de quem foi bem educada, mas, roupas desleixadas. Esqueceu-se de si. Cabelos lindos, mas, mal cuidados. Unhas por fazer. Dentes alvos, um sorriso lindo.

Parada... com o olhar no infinito... parecia estar delirando... Seu namorado dormia deitado, tomando quatro poltronas.

Sentei-me na poltrona ao lado, sonolento, aguardando a chamada do meu vôo... Ela se voltou para mim e começamos a conversar. Chama-se Ana. Voz rouca, um português invejável, palavras bem colocadas... falávamos dos perigos da aviação... por um segundo lembrei-me da minha filha, da sua forma de falar... parece com de Ana.

Eu disse a ela: “Você deve ter sido muito bem educada. Deve ser o sonho e a realização dos seus pais.” Ela me respondeu: “ah, fui bem educada sim, mas, cansei. Não estou preocupada com a realização dos sonhos dos meus pais. Estou preocupada somente comigo, com os meus sonhos... eles são caretas.”

Fiz que não entendi e perguntei para onde estavam indo. Ela me respondeu: “vamos curtir até a grana acabar. Depois, o que rolar, rolou...” Com certeza, era um jovem casal viciado em drogas, de família de classe média alta...

Logo embarquei... Ana tirou meu sono. Fiquei pensando em Ana me dizendo aquelas coisas.

Que tipo de sonhos são esses que trazem desconforto nos lares? Que sensação de liberdade é essa que encoraja jovens bem criados, bem educados, a saírem pelo mundo, perambulando pelas noites, madrugadas, sem destino... em busca de “curtições” vazias, sem qualquer resultado palpável? Que tipo de prazer é esse que quando tudo acaba, faz com que a pessoa se sinta um lixo? Que sonhos são esses que trazem o vazio, a loucura, o desespero, a repulsa, depois que o efeito da droga passa?

Na verdade, esse comportamento deixa um rastro de destruição nos lares. Casais infelizes. Lares despedaçados. Filhos desobedientes, desafiantes. Pais ditadores. Sonhos e ideais desfeitos. Vidas despedaçadas...

Toda essa desgraça tem um só autor, um só culpado: “o dragão, a serpente, o diabo, satanás”, como queira. O mesmo que desde a fundação do mundo, ainda no Éden, enganou e ludibriou Eva. O mesmo que trouxe o medo e a insegurança a este mundo. O mesmo que com avidez persegue os filhos de Deus. O mesmo que tentou fazer com que Jesus transformasse pedras em pães.

É o mesmo que faz com que os limites sejam desconhecidos e vivamos “curtindo ondas”... “momentos”... É o mesmo que faz com que tenhamos vergonha de reconhecer que somos totalmente dependentes do Criador.

É a víbora que continuará tentando os nossos filhos, levando-os às drogas, aos prazeres momentâneos, à perambularem pelas madrugadas procurando o tudo, encontrando o nada...

É o culpado pela instituição do medo no mundo.

O medo é tão antigo quanto o pecado. Adão e Eva se esconderam de Deus porque tiveram medo. E nós, continuamos tentando esconder nossas falhas, pelo medo da Face de Deus.

O medo tem um mau conceito nas Escrituras, porque Deus tem para Seus Filhos algo muito melhor que o temor. O amor de Jesus expulsa o temor e faz a diferença.

Para os filhos de Deus, há apenas uma coisa a temer, apenas um temor legítimo. Devemos ter medo de confiar em nossa própria força. Devemos ter medo de largar a mão de Cristo, ou tentar caminhar a senda desta vida sozinhos...

Devemos perder o medo e a vergonha de demonstrar nossos passos estão sendo guiados por Deus...

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