sábado, 21 de novembro de 2015

PARADOXOS...

“Nós bebemos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápidos demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à lua, mas temos dificuldades em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas, não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas das melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito; escrevemos mais, mas, aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar, mas não sabemos esperar. Construímos computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas, nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do fast-food e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; dos lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas. Vivemos um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa; Vivemos uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame… se ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre!!! (Paradoxo, de Georges Denis P. Carlin)

Nessa reflexão, Georges Carlin resume a vida da grande maioria do Ser Humano na atualidade. Somos todos ignorantes, hipócritas, fúteis e vazios.

Na realidade, somos exatamente o oposto que Cristo nos ensinou. Ele nos exortou a não proceder em conformidade com as próprias obras, porque falamos e exigimos o que não fazemos, isto, porque temos fardos muito pesados e difíceis de carregar, e temos a tendência de transferir a carga a outras pessoas; Somos hipócritas, pois, fazemos obras para que os outros vejam, e não para nosso deleite; Tendemos a estar sempre nos primeiros lugares, em evidência e ao lado de famosos, mas, esquecemos que o que a si mesmo se exaltar será humilhado; Na verdade, agimos como fariseus, hipócritas, pois cuidamos do nosso exterior, mas o nosso interior está cheio de intemperança, maldade e promiscuidade. Vivemos semelhantemente aos  sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de toda a imundícia e fedentina. Por fora parecemos justos aos homens, mas, estamos inchados de hipocrisia e de iniquidade. De modo que, com razão, Cristo chamou a todos de “serpentes, raça de víboras, porque no maior tempo da nossa vida somos como fachadas e vidraças reluzentes escondendo a podridão que cada um de nós carrega.

Devemos calçar as sandálias da humildade, e entender que “cada dia tem sua própria agonia”. Temos que deixar de ressuscitar os dinossauros que carregamos vida afora! Hoje, o futuro ainda não existe, e quando chegar será presente. O passado já se foi, e se ressuscitado se torna o presente, e este é o único momento que realmente existe dentro de nós. É nesse momento é que devemos centrar todas nossas forças, energias e fé, e é nele que temos que tentar modificar as conseqüências do passado e mudar todas as perspectivas  e possíveis possibilidades para um futuro melhor e feliz. 

Devemos entender que cada dia, cada fato novo é um momento presente, e que precisa ser vivido intensamente, observado e analisado em toda sua plenitude. É exatamente nesse momento que temos que centrar o sentido da nossa vida, porque, tudo o que pensamos, tudo que acontece conosco, tem uma relação com o que somos.  

Da mesma forma, nada é tão importante em nossa vida que mereça nos absorver por completo. Temos que viver o presente e no presente, não nos esquecendo do que passou, simplesmente, tê-lo como referencial para um viver melhor. Passado e presente não devem ser sobrepostos, pois, viver os dias alimentando nosso coração com “dinossauros” consome energias vitais para nossa saúde e corrói nosso desempenho atual, com o mesmo peso que a ansiedade e expectativa pelo futuro, cria tensões e desgastes e ameaça a realização da felicidade no presente.

Somos demasiadamente vaidosos e nos vemos maior do que somos, quando na realidade, somos nada. É indispensável entender que nossa felicidade não se perdeu pela vida, e nem está escondida no futuro, mas, somos tão ávidos e imediatistas, que a todo o momento queremos enxergar muito além do agora ou perdemos tempo vivenciando muito atrás do nosso tempo.  

Nosso sucesso está no equilíbrio, na paciência, na humildade e no bom senso em observar o presente. Devemos focar nossa energia diária no que estamos vivendo agora, porque, ao contrário, deixaremos de perceber o que realmente queremos, e não teremos tempo de viver nossos sonhos no futuro. E daqui a pouco já será o futuro. 

Nossas ações falam mais alto do que as palavras, mas, estas falam muito mais, porque falamos com muito mais freqüência e rapidez do que agimos. Pensamos demais e agimos de menos, isso é verdade. Não devemos esquecer que nosso semblante reflete exatamente o que pensamos. Se dermos azo a bons pensamentos, se desejamos o bem ao nosso próximo, se agimos com honestidade, com bons objetivos e cultivamos bons costumes, certamente, isso estará refletido em nossos olhos, e até nossa pele é mais viçosa, nosso sorriso será diferente...

Portanto, deixe que cada dia tenha sua própria agonia, cada dia com seus sofrimentos, suas vitórias, seus abraços, suas lágrimas e sorrisos... pois, o amanhã? “[...] não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.Mateus 6:34

E o passado? Esse já foi... não devemos esquecê-lo, mas, que o tenhamos como referencial para reflexão e correção dos nossos erros, e busquemos acertos hoje, pois, é preciso saber viver...! 



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