AMIGOS...
Dias passam,
anos se foram, passamos pela infância, adolescência, juventude, e chegamos aos cinqüenta...
acabou aquela pressa de quando somos adolescentes e brigamos com os dias para
completar a maioridade. Hoje as
prioridades são outras, os anseios e sonhos são outros. Somos cobrados
diariamente pela obrigatoriedade de ter mais equilíbrio emocional, financeiro e
profissional. A realidade tem que ser outra.
Os amigos já não são os tantos que tínhamos outrora. As amizades tomaram
rumos diferentes, cada um corre atrás dos seus interesses, dos seus sonhos,
umas se vão, as verdadeiras ficam.
Aprendi que até
a idade pode ser uma questão de opinião. Muda-se de acordo com o ponto de vista
de cada um, mas, amizades não. Discordo plenamente de que amizades tem
prazo de validade. Não, não tem. Pessoas não são coisas, nem produtos de consumo,
mas, se afastam umas das outras por algum motivo.
Agora, amizade verdadeira
e duradoura, é irmandade escolhida a dedo. É o bem querer mais nobre do Ser
Humano. É a demonstração de afeto, amor, carinho e cuidado mais profunda que se
possa ter. É o querer desinteressado. É o afeto divino espelhado em pessoas especiais.
Os “pseudo-amigos”
que eu tive e se foram, é porque não passaram de coleguismos travestidos e eivados de
interesses. Foram como chuva de verão e o tempo levou o que nunca tinha de ser. Perderam
a validade ou nunca as tiveram. Não valeu!
Hoje não. Minhas
amizades são especiais, são como diamantes lapidados, são pedras preciosas valiosíssimas,
raras, são como flores no deserto, no meu coração, na minha memória, segredadas
e guardadas a sete chaves.
Não sou de
guardar mágoas porque, pra mim, um simples gesto sobrepõe à tudo de ruim que
possa ter acontecido entre amigos. Todos erramos e não sou menos errante que ninguém.
Hoje uma
pessoa muito especial me deixou claro que “tudo que se faz e se doa, tem algum
interesse por detrás”. Chega a ser decepcionante!!!
Parece que
vivemos numa sociedade em que os interesses “coisificam e petrificam” as
pessoas. Parece que somos obrigados a viver rotulados e da forma ditada pela
maioria desinteressada por gente, que vive da frieza de sentimentos nobres,
ausentes de amor, de fidelidade e do real sentido da amizade.
Gabriel Chalitta
ensina que “... Estamos acostumados a viver em um mundo em que as
pessoas agem na expectativa de reciprocidade. A ação traz uma reação.
Infelizmente, não se encontra sabor em relações desinteressadas. A suposta
amizade vive de expectativas.[...] Tempos em que adornos valem mais do que o
essencial. Tristes tempos. [...] Tempos de escassez de atitudes de misericórdia
– descartar uma pessoa é mais fácil do que se desfazer de um objeto de estimação.
Falta estima pelo ser humano. [...] Falta um sonho de vida e sobram angústias
pelas ausências desse sonho. [...] A bondade é a filha do amor. Ágape gera a
bondade. A bondade é o amor em ação. O mal não pode vencer o bem. Se as
atrocidades nos incomodam, se a banalização da violência nos assusta, é preciso
ir além.[...].”
Prefiro continuar seguindo a lição de Osvaldo
Montenegro em “A lista”. Uma lista de grandes amigos que eu mais via há dez
anos atrás, quantos eu ainda vejo todo dia, e quantos eu não os encontro
mais... a lista dos sonhos que eu tinha, e quantos eu desisti de sonhar...
quantos amores eu jurei pra sempre, mas, quantos eu consegui preservar...
Prefiro continuar tentando ser como há anos atrás,
comparando a foto passada com o espelho de agora... refletindo em tudo e os
motivos pelos amigos que eu joguei fora, talvez, por não entender os mistérios
que eu sondava e não os soube entender... tento valorizar os segredos
que eu guardava, porque, pra mim foram incomparáveis, mas, hoje são bobos e ninguém
quer saber... as mentiras que eu condenava e quantas eu tive que cometer?...
Difícil é entender que os ‘defeitos’ que
sanei com o tempo, exclusivamente para adequar às exigências da sociedade, era
o de melhor que havia em mim e eu perdi... quantas lindas canções eu deixei de
ouvir, hoje tento assoviar pra apagar o tempo... e quantas pessoas que eu
amava, quantas dessas eu posso acreditar que realmente me amam?”
Prefiro continuar fazendo parte da minoria
criticada... Prefiro ser chamado de quadrado, mas, respeitando o que meu velho
pai em sua simplicidade me ensinou: “fidelidade,
amor, respeito, desinteresse pelo ter somado à valorização do ser e a amizade sincera
são irmãos inseparáveis”.
Prefiro ser amigo, simplesmente!!!
Em suma, infelizmente pode-se dizer que “O
que algumas pessoas fazem por amor é incrível, mas, o que outras fazem por
interesse é inacreditável”.
AMIGOS...
Dias passam,
anos se foram, passamos pela infância, adolescência, juventude, e chegamos aos cinqüenta...
acabou aquela pressa de quando somos adolescentes e brigamos com os dias para
completar a maioridade. Hoje as
prioridades são outras, os anseios e sonhos são outros. Somos cobrados
diariamente pela obrigatoriedade de ter mais equilíbrio emocional, financeiro e
profissional. A realidade tem que ser outra.
Os amigos já não são os tantos que tínhamos outrora. As amizades tomaram
rumos diferentes, cada um corre atrás dos seus interesses, dos seus sonhos,
umas se vão, as verdadeiras ficam.
Aprendi que até
a idade pode ser uma questão de opinião. Muda-se de acordo com o ponto de vista
de cada um, mas, amizades não. Discordo plenamente de que amizades tem
prazo de validade. Não, não tem. Pessoas não são coisas, nem produtos de consumo,
mas, se afastam umas das outras por algum motivo.
Agora, amizade verdadeira
e duradoura, é irmandade escolhida a dedo. É o bem querer mais nobre do Ser
Humano. É a demonstração de afeto, amor, carinho e cuidado mais profunda que se
possa ter. É o querer desinteressado. É o afeto divino espelhado em pessoas especiais.
Os “pseudo-amigos”
que eu tive e se foram, é porque não passaram de coleguismos travestidos e eivados de
interesses. Foram como chuva de verão e o tempo levou o que nunca tinha de ser. Perderam
a validade ou nunca as tiveram. Não valeu!
Hoje não. Minhas
amizades são especiais, são como diamantes lapidados, são pedras preciosas valiosíssimas,
raras, são como flores no deserto, no meu coração, na minha memória, segredadas
e guardadas a sete chaves.
Não sou de
guardar mágoas porque, pra mim, um simples gesto sobrepõe à tudo de ruim que
possa ter acontecido entre amigos. Todos erramos e não sou menos errante que ninguém.
Hoje uma
pessoa muito especial me deixou claro que “tudo que se faz e se doa, tem algum
interesse por detrás”. Chega a ser decepcionante!!!
Parece que
vivemos numa sociedade em que os interesses “coisificam e petrificam” as
pessoas. Parece que somos obrigados a viver rotulados e da forma ditada pela
maioria desinteressada por gente, que vive da frieza de sentimentos nobres,
ausentes de amor, de fidelidade e do real sentido da amizade.
Gabriel Chalitta
ensina que “... Estamos acostumados a viver em um mundo em que as
pessoas agem na expectativa de reciprocidade. A ação traz uma reação.
Infelizmente, não se encontra sabor em relações desinteressadas. A suposta
amizade vive de expectativas.[...] Tempos em que adornos valem mais do que o
essencial. Tristes tempos. [...] Tempos de escassez de atitudes de misericórdia
– descartar uma pessoa é mais fácil do que se desfazer de um objeto de estimação.
Falta estima pelo ser humano. [...] Falta um sonho de vida e sobram angústias
pelas ausências desse sonho. [...] A bondade é a filha do amor. Ágape gera a
bondade. A bondade é o amor em ação. O mal não pode vencer o bem. Se as
atrocidades nos incomodam, se a banalização da violência nos assusta, é preciso
ir além.[...].”
Prefiro continuar seguindo a lição de Osvaldo
Montenegro em “A lista”. Uma lista de grandes amigos que eu mais via há dez
anos atrás, quantos eu ainda vejo todo dia, e quantos eu não os encontro
mais... a lista dos sonhos que eu tinha, e quantos eu desisti de sonhar...
quantos amores eu jurei pra sempre, mas, quantos eu consegui preservar...
Prefiro continuar tentando ser como há anos atrás,
comparando a foto passada com o espelho de agora... refletindo em tudo e os
motivos pelos amigos que eu joguei fora, talvez, por não entender os mistérios
que eu sondava e não os soube entender... tento valorizar os segredos
que eu guardava, porque, pra mim foram incomparáveis, mas, hoje são bobos e ninguém
quer saber... as mentiras que eu condenava e quantas eu tive que cometer?...
Difícil é entender que os ‘defeitos’ que
sanei com o tempo, exclusivamente para adequar às exigências da sociedade, era
o de melhor que havia em mim e eu perdi... quantas lindas canções eu deixei de
ouvir, hoje tento assoviar pra apagar o tempo... e quantas pessoas que eu
amava, quantas dessas eu posso acreditar que realmente me amam?”
Prefiro continuar fazendo parte da minoria
criticada... Prefiro ser chamado de quadrado, mas, respeitando o que meu velho
pai em sua simplicidade me ensinou: “fidelidade,
amor, respeito, desinteresse pelo ter somado à valorização do ser e a amizade sincera
são irmãos inseparáveis”.
Prefiro ser amigo, simplesmente!!!
Em suma, infelizmente pode-se dizer que “O
que algumas pessoas fazem por amor é incrível, mas, o que outras fazem por
interesse é inacreditável”.
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