sábado, 15 de janeiro de 2011

JUSTIÇA HIPÓCRITA

Não morro de amores nem tenho qualquer relação de afeto com o Direito Penal, mas, confesso que ao debruçar sobre algumas obras tenho encontrado citações apaixonantes e que retratam a realidade dos nossos dias, especialmente, o que eu a maioria das pessoas temos sentido na alma.

Numa delas, Irajá Pereira Messias, advogado e escritor mato-grossense, assim muito bem elaborou:

“Ninguém conhece a injustiça porque leu um conceito que dela elaborou um jurista ou filósofo. Ninguém a conhece pela teoria, porque seria como explicar a cor a um cego que nunca viu. Podemos ter na nossa mente - e isto é fácil - um conceito de justiça. Mas é impossível conceber um conceito de injustiça sem a experiência. A justiça pode ter conceitos teóricos, formados a partir de abstrações filosóficas. A injustiça não. A injustiça só é conhecida quando experimentada na própria carne. Por isto, para quem a conhece, é fácil ignorá-la.”

Ao arrepio de toda minha convicção e crença, às vezes brinco comentando que o homem deveria viver, pelo menos, cento e cinqüenta anos, em três fases: nos primeiros cinqüenta, deveria ser dada oportunidade para o exercício do livre arbítrio, para que cada um aprontasse todas as presepadas que bem entendesse; na fase intermediária, deveríamos viver a plenitude dessa vida, com carreira de sucesso, famílias saudáveis e unidas, viagens, enfim, viver bem, com saúde, poucos e bons amigos; e na terceira e última fase desta vida, já fartos, seria a oportunidade para uma velhice tranqüila, sem maiores conseqüências das doenças e enfermidades mil... Mas, não passa de hilariantes sonhos, inalcançáveis aqui nesta terra!!!

Vivemos num mundo cheio de oferendas. Somos marionetes nas mãos desse mundo. Homens mal formados, ou melhor, deformados de caráter. Influências ocultas na família, na escola, no trabalho, na política, enfim, em todos os segmentos existe problemas de desvios de conduta e caráter.

Nossos pais, nas suas limitações, nos deu formação e educação de berço, mas, no decorrer dos anos isso vai se adoecendo... parece que tudo que foi aprendido se esvai nas influências das relações mal escolhidas... na ganância do “ter” e do “ser”, às vezes, na guerra pela sobrevivência, deixamos que nosso caráter seja remexido, resultando sempre em erros e desacertos que o mundo não perdoa...

Tentamos agir “pelo nosso nariz”. Tropeçamos, erramos sempre. Nem sempre aprendemos. No circo do mundo eu mesmo já fui uma "marionete".

Randy Maxwell, in “O Retorno da Glória”, dá uma lição de como estamos vivendo sem atenção e sem dar valoração à vida que Deus nos permite. Segure-se na cadeira, prepare-se para minutos de vergonha de si mesmo, leia:

“Temos edifícios mais altos, mas temperamentos mais curtos; rodovias mais amplas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, porém temos menos; compramos mais, contudo desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores; mais comodidades e menos tempo; mais títulos e menos bom senso; mais conhecimento e menos discernimento; mais especialistas e mais problemas; mais remédios e menos saúde.

Gastamos muito, rimos pouco, dirigimos velozmente, ficamos nervosos com muita rapidez, ficamos acordados até tarde, levantamo-nos muito cansados, lemos raramente, assistimos muita TV e oramos muito pouco.

Temos multiplicado as nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos muito, amamos raramente e mentimos com muita freqüência.

Aprendemos como ganhar dinheiro, mas não uma vida; acrescentamos mais anos à nossa vida, mas menos vida aos nossos anos. Fomos à Lua e voltamos, mas temos dificuldade de atravessar a rua para conhecer o novo vizinho.

Temos conquistado o espaço exterior, mas não o espaço interior; fazemos coisas maiores, mas não coisas melhores; purificamos o ar, mas poluímos a alma; dividimos o átomo, mas não os nossos preconceitos; escrevemos mais, porém aprendemos menos; planejamos mais, contudo realizamos menos.

Aprendemos a correr, mas não a esperar; temos rendas mais altas, porém moral mais baixa; mais alimentos, porém menos satisfação; mais relacionamentos, mas poucos amigos; mais esforços, porém menos sucesso.

Fazemos mais computadores para armazenar informações, para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação; crescemos em quantidade, mas não em qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas, mas de digestão lenta; de homens altos e caracteres pequenos; de lucros excessivos e relacionamentos superficiais. Estes são tempos de paz mundial, mas de guerras domésticas; de mais lazer e menos diversão; de mais tipos de alimentos, porém de menos nutrição.

Estes são dias de rendas duplas, porém de mais divórcios; de casas mais suntuosas, porém de lares divididos. Estes são dias de viagens rápidas, de fraldas descartáveis, de moralidade rejeitável, sexo de uma noite, corpos obesos e pílulas que fazem tudo, desde alegrar e tranqüilizar até matar.

Este é um tempo em que há muito na vitrine e nada no depósito.”

Devemos reconhecer nossa vida pautada na hipocrisia. Acusamos, somos orgulhosos, temos vaidade aflorada, agimos sempre com fragilidade de caráter... Devemos refletir nos erros das outras pessoas antes de colocar o dedo em riste...

Ainda bem que ainda existem homens de bom caráter, inteligentes, que carregam a pureza no ser, estes sempre perdoam seu próximo pelos erros e desvios cometidos, até porque, tem consciência de que “todos somos propensos à erros”. Já os arrogantes, jactanciosos, gananciosos e interesseiros, estes imaginam ser inatingíveis, sentam-se sobre sua podridão tentando escondê-las, e apontam seus vinte dedos contra o próximo, esquecendo que há um Deus que à tudo vê, ouve e conhece, e que só Ele pode julgar.  

Ainda bem que Jesus é nosso Advogado, intercede junto à Deus e sempre nos dá oportunidade de levantar, bater a poeira e renascer, refletindo em nossos erros. 

A verdade é que nunca devemos tentar levantar sozinhos, pois, "O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a Ele o coração. Ele defende sua causa, e mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota seu acusador. Sua perfeita obediência à lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado”.

É tempo de parar, refletir e dar uma guinada na vida. É hora de corrigir os possíveis erros, mudar rumos e concepções deformadas. É tempo de reagir e agir e não ficar estático ante às injustiças dos homens, pois, só Deus é detentor de poder para condenar ou absolver o homem dos seus erros.

Boa semana!!!


Um comentário:

  1. Oi Primo, você sempre ensinando... tuas lições são muito válidas... Conhece Dennis Wholey (aquele apresentador americano)? Ele disse uma frase que acho bem legal, apesar da distância do teu ensinamento: “Expecting the world to treat you fairly because you are a good person is a little like expecting a bull not to attack you because you are a vegetarian” ("Esperar que o mundo te trate bem porque você é uma boa pessoa é o mesmo que esperar que um touro não te ataque porque você é vegetariano").
    Obrigada sempre por compartilhar.
    Beijos,
    Fernanda

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