Tenho um amigo que se diz ateu. Trabalha com
cálculos, números, se perde pelas madrugadas tentando provar o improvável. Se
diz um ateu. Ao mesmo tempo, diz que “quando
se trabalha com números chega-se tão perto da perfeição que já se pegou perto
de Deus”.
Noutro momento, ao comentar sobre coisas
corriqueiras do dia-a-dia, lança certa ternura, palavras doces, raciocínio
voltado para a criação e, se contradizendo, fala até do Criador. Debate-se
entre a razão e o afeto, torna-se quase uma criança. Talvez, por isso eu sinta respeito fraterno por ele. Entendo que sua reação é a que todos
nós sentimos ante as diferenças da religiosidade, a discussão dos absurdos, das
contradições, das mazelas e chicanas que os homens usam pra falar de Deus.
Mas, sinto que a maioria das pessoas estão ávidas
pela presença de Deus na vida. Estamos todos angustiados por um ou outro
problema. Por menor que seja, problemas nos afetam, desestruturam famílias,
corrói nossos dias.
Vivemos no mundo carregando água em peneira, enxugando
gelo e corredo atrás do nada. Na maioria somos depressivos, sofremos por
antecipação ante problemas que não existiriam não fosse o caráter doentio do
ser humano. A sociedade não perdoa. Julga e executa, sem dó.
Precisamos de um norte. Necessitamos do apoio dos
céus para o enfrentamento diário. Não devemos nos calar ante as dificuldades
que a vida nos oferta. Deus espera nosso chamado... Ele sempre está velando por
você e por mim!!!
Boa semana!
Nenhum comentário:
Postar um comentário